É o enxame

Torcer pra BA é tão bom que vale até vir do Canadá pra curtir o JUCA

//Por Gugu Khachfi, especial pra Salseiro//

Mesmo depois de ter dormido praticamente todas as horas possíveis desde segunda-feira, ainda está muito difícil processar tudo o que aconteceu nesse JUCA 2016. Primeiro de tudo eu queria contar, para quem não sabe, que eu não faço mais Belas Artes desde 2014, que eu não moro mais no Brasil, mas eu faço questão de voltar todo ano para poder ser Atleticana, para poder trabalhar, ajudar e sempre fazer o melhor JUCA da historia. O meu amor por esses quatro dias do ano e pela Atlética não me permite faltar, precisando sempre viver isso com a Belas Artes!
A cada JUCA, a BA vem mostrando um crescimento absurdo nos esportes, com os atletas cada vez mais unidos, independente da modalidade. Cada time torce para o outro como se fosse o seu próprio, pois possuem algo em comum, a vontade de vencer e ter o ouro em sua história. Só eles sabem o quanto treinam, lutam e se esforçam o ano inteiro. São treinos de madrugada, aos finais de semana, pra chegar no JUCA e dar o sangue pela Belas Artes.
Esse ano, nosso JUCA foi diferente. Depois de cinco anos (quando tivemos a primeira vitória em esporte coletivo com o futsal feminino), a gente não fez as malas e fomos embora no domingo de manhã, na ressaca da balada de sábado, não! De novo, nosso time de futsal feminino estava na final! Independentemente do resultado, vai um obrigado pra essas lindas que jogaram com toda raça, a BA tem um puta orgulho de vocês!! Esse JUCA veio para mostrar que a BA não está mais de brincadeira e que cada vez lutamos mais pelos nossos atletas, principalmente com o apoio que temos recebido da Faculdade Belas Artes.
Hoje vemos a mudança também nos alunos, que não vão só pra beber, vão pra torcer, perder a voz, pintar a cara e soltar glitter pela arquibancada. Saber que as entidades como a Fúria Cubana e a Bateria Belas Artes não estão sozinhas apoiando os atletas, mas que a faculdade também quer fazer parte e apoiar, nos estimula a fazer o nosso melhor. Temos dois professores que nos acompanham de perto, ajudam, torcem, vestem a camisa literalmente. Não posso deixar de agradecer: obrigada Elwin e Sidney por estarem lado a lado da atlética, atletas e alunos. E claro, um obrigada especial pra Patrícia Cardim, que reconhece todo nosso amor pela Bela Artes nos apoiando incondicionalmente.
Quem me conhece sabe que dos times, o que eu tenho uma queda extra no amor de torcer é o Rugby. O meu amor pelo Rugby é enorme, mesmo ficando mais de 10h no sol e sem comida, (obrigada LAACA ahahahahaha) eu não sairia de perto deles – agora temos o Feminino, para torcer e apoiar em todos os momentos. Tenho muito orgulho do Rugby, e com toda certeza se eu não tivesse me mudado para o Canadá, hoje faria parte do time feminino. Time esse que, pela primeira vez jogando, já trouxe um bronze pra casa. O crescimento da BA foi tanto que a Bateria Belas Artes cresceu e faz questão de mostrar que de pequena a BA não tem nada, É O ENXAME! A torcida organizada Fúria Cubana também veio esse ano para dar um show a mais em todos os nossos jogos. A verdade é que sem bateria e torcida nenhum jogo tem a mesma emoção, nenhum jogo tem o mesmo sabor e amor. Eles fazem toda a diferença e merecem todo o respeito por tudo o que fazem por nós o ano inteiro.
Não é fácil viver 365 dias pensando em JUCA e não estar no Brasil para poder viver isso com as pessoas que eu mais amo e apoio. Eu fico o ano inteiro pensando no dia de voltar e poder sentir mais uma vez todas as emoções com a Belas Artes. Esse foi meu quarto JUCA, terceiro como atleticana e, se depender de mim, não será o último. Eu amo a Belas Artes, eu amo a Atlética, meu coração vai ser sempre Azul e Vermelho. Que venha o JUCA 2017, segura a gente Seu JUCA. Ninguém está aqui de brincadeira!! Mesmo do Canadá eu acompanho e faço questão de saber tudo o que está acontecendo, posso não estar de corpo presente, mas pode ter certeza que meu coração está em cada obstáculo com vocês aqui. Obrigada Belas Artes.

Gugu Khachfi fez PP na B.A até o 4º semestre, depois se mudou pro Canadá, hoje estuda na Langara e garante: “ano que vem tô de volta, vai ter enxame pra caralho, se reclamar vai ter picada na testa, se falar que eu grito, eu grito mais alto que lá do Canadá vão ouvir que eu SOU BELAS ARTES POR DENTRO E POR FORA, nossa hora é agora, PORRA”

 

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