Voa Grifo!

O bi da Anhembi não veio desta vez, mas quem disse que é isso que importa?
//Por Luana Borges, especial pra Salseiro//

Começo esse texto falando da dificuldade de explicar para quem estava de fora sobre o amor que, mesmo ganhando ou perdendo, trazemos na mala após cada JUCA. Cito, inclusive, o fanatismo de ser GRIFO. Esse fanatismo que nos faz vestir branco, verde e laranja e cantar para o Juca inteiro escutar que somos Pegada Monstro até morrer.
Pacotes que foram esgotados rapidamente, cada dia uma surpresa nova sendo lançada, uma ansiedade fora do normal, e uma única certeza: estávamos cada vez maiores.
Embarcamos no Morumbi na quarta-feira à noite, e no ar você só sentia um clima: nós só precisamos de nós! De mais nada. Só precisávamos da nossa canelinha, da nossa Pegada Monstro e do nosso megafone (não).

Chegando em Sorocaba – para os íntimos Sorosarra – já era notável, que “já era JUCA” mais do que nunca. Após montar barraca daqui, encher colchão de lá, comer kitkat daqui, descobrir o que era a porta treco da Versy de lá, partimos para os primeiros jogos. E partimos para mostrar que na arquibancada não existe outra torcida. Mosaico, bandeirão, fumaça, sinalizadores, uma torcida com sua música na ponta da língua, para não deixar ninguém na dúvida de que viemos para incomodar.
E no Street Juca? Grande Pana, garantindo sempre que a música e a cerveja alí nunca faltariam. Eu só sei falar de integração e breja eterna. Nossos vizinhos nos acompanhando sempre (Valeu PUC!), a visita constate de vários alojamentos e uma tentativa eterna de ser bodybuild (tentativa não né? AQUI É BODYBOUILD PORRA!!!!!).
Ficamos roucos, ficamos loucos, fomos bailarinas, tentamos matar o “mano” do megafone (apesar de já sentir saudades dele), tentamos virar astronauta, tivemos open coxinha, open sorvete, competição de sarrada, café da manhã, eterno nescafé. Elza do Frozen, funk eterno, banho quente e aquele open de amor de sempre.
Saímos de Sorosarra sem o tão sonhado bicampeonato, mas deixamos a certeza de que a festa aqui se faz, seja na arquibancada, seja no Street Juca, seja no busão, na festa do meio ou até mesmo na rua. Com a certeza de que em 2012, quando a Grifo entrou para os jogos, ela não ia ser só mais uma. Após 96 horas de open bar, voltamos para casa, alguns sem dignidade, mas com uma única certeza: fizemos nossa parte e, mesmo estando em 3° no ranking geral, não vamos parar!
Não sei explicar ao certo as emoções vividas nesses 4 dias e menos ainda esse amor que vivo o ano inteiro. Sou verde, laranja e branco, sou Grifo, sou Anhembi. ¯\_(?)_/¯

Luana Borges é estudante de Negócios da Moda da Anhembi, DJ e apaixonada pela Grifo

 

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